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Sunday, March 06, 2005

ZERO HORA



visita dia 28 de fevereiro de 2005.

Como a inovação e a teoria aplicada são características fundamentais do curso de Comunicação Digital, a turma de 2005 começou o ano letivo visitando a Zero Hora, sua a redação e todo o processo de produção, relacionamento e fechamento de uma edição.

Desde o setor que se relaciona diretamente com o leitor, até as grandes salas que abrigam as rotativas de impressão, o grupo pode conhecer e vivenciar um pouco do que é o dia-a-dia intenso de um jornal.

Iniciando a visita pelo setor de “atendimento ao leitor”, guiados pela Editora do Interior, Rosane Tremea, fomos apresentados a Loraine Chaves e a Priscila Carvalho. Regidas pelo lema de que o leitor nunca fica sem resposta (até mesmo os mais “enfurecidos”), as duas trabalham em contato com o público recebendo e-mails, telefonemas e cartas. O número médio de manifestações por dia pode chegar a cem, e é a partir delas que sugestões de pauta são passadas para o coordenador de produção, críticas são analisadas e esclarecimentos (que na maioria das vezes nem são publicados) são fornecidos.

Nesse setor também é produzida a segunda página do jornal, “a palavra do leitor”, que expõe todo tipo de manifestação construtiva. Esta é conferida, selecionada, e por fim publicada. O sucesso da página se dá pelo número de cadastros no sistema de leitores que já tiveram suas mensagens publicadas: calcula-se treze mil novos nomes a cada ano.

Chegando à redação, tivemos contato com Pedro Lopes, coordenador de produção de Economia, que explicou a sua função e sua rotina de trabalho.Além de organizar e dar um cronograma aos repórteres, seleciona as pautas interessantes e produtivas, criadas a partir da leitura de vários jornais, do acompanhamento de jornais televisivos e de situações de seu cotidiano. Concluiu dizendo que em um jornal nada é rotineiro e que aquilo que foi planejado na pauta, previamente, nem sempre é cumprido devido o surgimento de notícias de maior relevância.

Deslocando-nos para outra seção da redação, onde as “notícias gerais” são editadas, encontramos o repórter Humberto Trezzi, que há dezesseis anos escreve para ZH. O jornalista de “hardnews” definiu, inicialmente, as características que uma pauta deve ter para ser selecionada. A exclusividade, a informação inusitada ou diferente, assim como um tema que tenha extrema importância social, são elementos que fazem uma pauta virar matéria.

A conversa valorizou-se quando o repórter apontou as novas invenções tecnológicas e digitais (computador, celular, internet) como facilitadores e agilizadores dos métodos de pesquisa e produção. Humberto deu uma breve explicação de como era o processo jornalístico no passado (não muito distante assim: quase duas décadas) e de como o jornalismo evoluiu positivamente após a chegada dessas inovações tecnológicas.

Já com Ronaldo Bernardi, que há trinta anos trabalha e tem suas fotos publicadas no jornal, conseguimos desmistificar a idéia de que quem trabalha com a imagem jornalística é dependente do repórter.Contrário a isso, o agora repórter fotográfico, além de ilustrar, tem a função de informar e criar. E é através dessa idéia que o processo de criação de reportagem ganha mais valor: uma pauta pode gerar uma ótima foto, ou vice-versa.

Rosane Tremea, que nos orientou durante toda visita, também apresentou alguns slides sobre a linha editorial e os serviços dos jornais do grupo RBS. Após essa apresentação, voltamos à redação onde conhecemos a diagramadora Raquel Porto Ruwes que nos explicou a sua função e mostrou na prática o que é o software QuarkXpress, tão utilizado por ela.

Por fim, chegamos ao andar onde se encontram as rotativas do jornal. Conduzidos pela engenheira química Raquel, e o técnico de segurança do trabalho Jaime, passamos pelas várias seções de impressão de um periódico. Pudemos conferir a qualidade dessas máquinas que, como as do jornal O Globo, são as melhores do país, estando apenas atrás da tecnologia européia, onde a Alemanha domina o mercado.

Portanto, após termos conhecido todos os departamentos deste jornal, concluímos que ele continua sendo muito importante para a comunidade. Esse meio de comunicação, que com o surgimento da internet teve seu fim quase decretado, ainda possui força no mercado. E o que o faz diferente é a oportunidade que tem de dar uma notícia mais aprofundada, interpretada e analisada de acordo com os interesses locais, utilizando bastante a regionalidade para estreitar sua relação com o leitor.

Deste jeito, Zero Hora é a prova de que o jornal é um meio que mantém muitas pessoas atualizadas, contribuindo para o esclarecimento, formação de opiniões e posicionamentos por parte da população.E assim, seguindo o modelo inovador, humano e moderno, que esse jornal segue informando milhares de gaúchos.

Yentl Delanhesi

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