Sergio Vilas Boas lança o livro ”Informação e Formação Ambiental”
O Jornalista promove o jornalismo literário e defende a transdicilplinaridade na área

O jornalista e escritor Sergio Vilas Boas apresentou o primeiro livro da coleção ”Informação e Formação” pela editora Summus, no programa Frente à Frente da TVE. Flávio Porcello, apresentador do programa, recebeu em sua bancada o também jornalista Roberto Villar Belmonte, Jaime Cimente, crítico literário do jornal do Comercio e Liège Zamberlan, mestranda em comunicação social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC).
Auto-definido como um “jornalista sem data”, Sergio se diferencia dos demais profissionais da área por redigir reportagens com caráter literário e transdisciplinar. Questionado sobre a situação atual do jornalismo, Sergio disse que ainda existe a imagem de “arrogância, de desconhecimento do que é escrito e dar às notícias um caráter ficcional” por parte dos jornalistas.
Além disso, revelou as conseqüências daqueles que aderem a um sistema de especialização nas redações, “é necessário romper a fragmentação de um sujeito que se especifica, pois ele é capaz de ficar alienado”. Para o escritor, todos assuntos cobertos por uma reportagem devem ser contextualizados e analisados nos mais diversos ângulos, como é o caso do meio ambiente, assunto do primeiro livro de sua coleção.
Sobre a relação entre seu estilo literário e o jornalismo, Sergio argumentou que a utilização deste formato norte-americano para escrita se dá apenas pelo uso das técnicas da literatura ficcional, como o aprofundando e a extensão do texto. Junto a isso, o jornalista disse que o escreve é uma “literatura da realidade”, pois “escreve histórias sobre pessoas, tramas, conflitos e ações reais”.
Complementando sua resposta a Roberto Villar, Sergio citou umas das últimas reportagens publicadas pela revista impressa Globo Rural, sobre o Rio São Francisco, na qual, além de narrar a situação local, trazia abordagens geopolíticas, sociais, econômicas, culturais e ambientais. Sobre o mesmo assunto, o jornalista disse que a união entre especialistas das áreas de humanas como antropólogos e sociólogos com jornalistas, seria uma ótima fórmula de produção de conteúdo. A partir daí, a pesquisa e o conhecimento dos estudiosos estaria aliado à prática e o talento de escrita para uma população heterogênea dos jornalistas.
Sergio Vilas Boas declarou que a técnica de escrever de forma narrativa é uma maneira de sensibilizar, mobilizar, conquistar e informar o público de uma maneira mais completa e eficiente, diferente do que a maioria das mídias vêm fazendo nos dias de hoje. Para ele, a internet é um meio multimídia que pode facilitar o estilo literário de escrever para o jornalismo. Isso por que o espaço e o tempo, problemas que limitam a produção nas outras mídias, não são problemas na interface digital.
O Jornalista promove o jornalismo literário e defende a transdicilplinaridade na área

O jornalista e escritor Sergio Vilas Boas apresentou o primeiro livro da coleção ”Informação e Formação” pela editora Summus, no programa Frente à Frente da TVE. Flávio Porcello, apresentador do programa, recebeu em sua bancada o também jornalista Roberto Villar Belmonte, Jaime Cimente, crítico literário do jornal do Comercio e Liège Zamberlan, mestranda em comunicação social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC).
Auto-definido como um “jornalista sem data”, Sergio se diferencia dos demais profissionais da área por redigir reportagens com caráter literário e transdisciplinar. Questionado sobre a situação atual do jornalismo, Sergio disse que ainda existe a imagem de “arrogância, de desconhecimento do que é escrito e dar às notícias um caráter ficcional” por parte dos jornalistas.
Além disso, revelou as conseqüências daqueles que aderem a um sistema de especialização nas redações, “é necessário romper a fragmentação de um sujeito que se especifica, pois ele é capaz de ficar alienado”. Para o escritor, todos assuntos cobertos por uma reportagem devem ser contextualizados e analisados nos mais diversos ângulos, como é o caso do meio ambiente, assunto do primeiro livro de sua coleção.
Sobre a relação entre seu estilo literário e o jornalismo, Sergio argumentou que a utilização deste formato norte-americano para escrita se dá apenas pelo uso das técnicas da literatura ficcional, como o aprofundando e a extensão do texto. Junto a isso, o jornalista disse que o escreve é uma “literatura da realidade”, pois “escreve histórias sobre pessoas, tramas, conflitos e ações reais”.
Complementando sua resposta a Roberto Villar, Sergio citou umas das últimas reportagens publicadas pela revista impressa Globo Rural, sobre o Rio São Francisco, na qual, além de narrar a situação local, trazia abordagens geopolíticas, sociais, econômicas, culturais e ambientais. Sobre o mesmo assunto, o jornalista disse que a união entre especialistas das áreas de humanas como antropólogos e sociólogos com jornalistas, seria uma ótima fórmula de produção de conteúdo. A partir daí, a pesquisa e o conhecimento dos estudiosos estaria aliado à prática e o talento de escrita para uma população heterogênea dos jornalistas.
Sergio Vilas Boas declarou que a técnica de escrever de forma narrativa é uma maneira de sensibilizar, mobilizar, conquistar e informar o público de uma maneira mais completa e eficiente, diferente do que a maioria das mídias vêm fazendo nos dias de hoje. Para ele, a internet é um meio multimídia que pode facilitar o estilo literário de escrever para o jornalismo. Isso por que o espaço e o tempo, problemas que limitam a produção nas outras mídias, não são problemas na interface digital.

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