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Tuesday, May 31, 2005

Criação de centro cultural revitalizará Antiga Sede

A Antiga Sede da Unisinos funciona atualmente como local para a realização de eventos sociais e culturais. Projetos de integração comunitária como o NUTTI (Núcleo Temático da Terceira Idade), os Corais e a Orquestra Unisinos são exemplos de programas que visam à integração com a comunidade a partir de interesses culturais. Junto a esses, atividades de cunho social como a Assessoria ao Movimento de Mulheres e Organizações Comunitárias, o SIAPE– Serviço o SIAPE– Serviço Interdisciplinar de Atendimento e Pesquisa em Ensino e Aprendizagem e o PIPAS– Programa Interdisciplinar de Promoção e Atenção à Saúde são exemplos da preocupação da Universidade em utilizar a sua antiga sede como local ativo e de importância para a comunidade em geral. Porém, mesmo com o sucesso de suas atividades, a Unisinos iniciou a elaboração de uma idéia que procura a integração dessas realizações que hoje se encontram dispersas e desintegradas, em um grande projeto cultural.

Os profissionais responsáveis pela Sede acreditam que ela tem potencial para se tornar o eixo de um grande projeto de valorização da cultura alemã, jesuítica, franciscana e guarani a partir da criação de um centro cultural. Sérgio Torelly, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Unisinos, aposta no projeto de acordo com os seguintes aspectos, “A Antiga Sede da Unisinos possui uma área construída de 16.643m2 e está localizada no centro de São Leopoldo, próximo à rodoviária e com fácil acesso pelo trem. Localiza-se há poucos metros das secretarias municipais e do centro histórico e comercial da cidade. Além disso, apresenta a necessidade de reformas e reparos na estrutura”. Através dessas necessidades e motivações, o projeto beneficiaria não só a comunidade da região, como também promoveria um desenvolvimento regional focado principalmente no turismo.

A região do Vale do Sinos ainda não possui um projeto de desenvolvimento social e econômico que tenha como foco a valorização de suas tradições. Dessa maneira, o centro cultural viria a valorizar e a resgatar a história dos povos que ajudaram a desenvolver a região. A principal característica do centro seria a interatividade e a dinamicidade, “ retroalimentada pela inteligência e pelas competências proporcionadas pela Academia” acrescenta Torelly. O projeto possui dez idéias centrais para os serviços que o centro cultural ofereceria: estacionamento, gastronomia, museus, centro de convenções, exposições, seu pátio interno, um estúdio, jogos eletrônicos, educação e a continuação dos projetos culturais.

As negociações para a implementação desse projeto já estão sendo feitas. A proposta é da criação de um Centro Cultural com sustentabilidade econômica, contando com o apoio de outras empresas e instituições. Além disso, a receita viria a partir de patrocínios, lojas, ingressos, cursos, locação de equipamentos e do espaço, cinema temático e teatro. A Unisinos aposta nesse novo projeto e na sua preocupação em interagir e desenvolver a região.

Saiba Mais sobre a Antiga Sede da Unisinos:
Histórico
Situação Atual

Thursday, May 19, 2005

Caco Barcellos participa do Frente à Frente da TVE




O jornalista Caco Barcellos foi o entrevistado do programa Frente à Frente da TVE desta semana. A bancada de entrevistadores foi composta pelo apresentador do programa, Flávio Porcello, da jornalista da RBSTV, Luciana Kraemer, de Elmar Bones, da Já Ediitorias e de Andrei Rosseto, que trabalha na TVE. Além desses profissionais, estudantes de jornalismo, classificados por Flávio como “a próxima geração”, assistiam a gravação direto do estúdio. Os telespectadores puderam interagir com o entrevistado através de telefonemas e e-mails enviados à produção do programa.

A conversa iniciou com o depoimento de Elmar Bones, que foi quem empregou Caco em seu primeiro trabalho dentro de uma redação. O jornalista que hoje é correspondente da Rede Globo em Paris foi apresentado a Elmar como um garoto tímido que “fazia um jornal para a comunidade hippie”. Aos vinte e três já trabalhava na seção de política internacional ao mesmo tempo em que era motorista de táxi.

O fato de ter sido motorista de táxi o auxiliou bastante a seguir a profissão de jornalista. O antigo taxista disse que conviver com diversos passageiros “acostuma o ouvido”, já que já é característica dessa profissão a conversa entre o motorista e quem solicita o transporte. E foi a partir da descoberta dessa profissão paralela de Caco que o então secretário da redação, Elmar, propôs ao duplo-trabalhador a composição de sua primeira grande reportagem que tinha como tema a rotina dos taxistas.

Hoje empregado em uma das maiores redes de televisão do mundo, o jornalista mantém sua personalidade e característica presentes desde o início de sua carreira. Definido pelo apresentador do programa como aquele que “olha aqueles que ninguém vê”, Caco procura sempre produzir matérias a partir de um olhar mais social e não tão explorado pela imprensa em geral. O livro “Abusado” é um exemplo completo de todo conceito que o repórter tem do jornalismo. A produção relata a vida de um cidadão chamado Juliano que tem estreitas relações com o tráfico.

Para produzir esse livro, Caco Barcellos conviveu, se comunicou e estabeleceu uma relação de confiança com o traficante e sua família. Procurou contextualizar e sintetizar a vida de quem vive na favela e diz que não via maldade nem falta de caráter nisso. Amigos jornalistas o alertavam que a relação com um criminoso poderia ser perigosa e, para se defender, argumentava com certa segurança: “será que não seria a mesma situação de ilegalidade ou falta de caráter se eu estivesse entrevistando ou redigindo algo sobre Pc Farias ou sobre o juíz Nicolau?”. A questão, para Caco, não seria os motivos que tornavam o entrevistado um criminoso, mas sim sua posição social.

O repórter que cobriu todas transmissões sobre o atentado aos trens de Madri para Globo acredita que é a “arrogância da maioria dos jornalistas que forma a barreira entre os cidadãos de baixa renda e a imprensa”. Caco defende que a média da população brasileira é composta por pessoas de baixa renda e que vivem em um contexto social que não é explorado pelos meios de comunicação. Por isso, procura dar ênfase a essas realidades inexploradas e a seguir informando a partir de suas competências adquiridas desde os tempos de taxista: a sensibilidade, o poder da conversa e a facilidade de relatar fatos.