Friday, March 18, 2005
Pe. Pedro e a Reforma Universitária
Seção: OPINIAO
Página: A2
Cidade: SÃO PAULO
Pedro Gilberto Gomes
Padre Pedro, o pró-reitor Acadêmico da UNISINOS, escreveu sua opinião sobre a tão polêmica reforma universitária para o Jornal do Estado de São Paulo. Contrapondo a opinião do ministro do trabalho, Ricardo Berzoini, o pró-reitor expressa suas idéias e posições em um texto válido e bastante interessante.
A comunidade universitária encontra-se atualmente diante de um .ante proieto de reforma universitária. Reformas geram apreensão, incertezas, temores. Posso afirmar que as instiruições comprometidas com uma educação de qualidade não temem a reforma. O que significa esta afirmativa?
· Significaria aceitar uma proposta de reforma que não faz nenhuma referência aos demais segmentos do sistema educacional'?
Em absoluto! A reforma universitária precisa vir acompanhada de uma intervenção decisiva no sistema educacional, que reconceba e requalifique o ensino fundamental e o médio (técnico). criando condições para a formação das pessoas.
· Significaria aceitar uma reforma que prescinda de um projeto para o Pais?
De jeito nenhum! Uma universidade brasileira cumprirá com qualidade suas funções se estiver alinhada com os objetivos de longo prazo estabelecidos pelo Estado, para concretizar o projeto de nação desejado. O sistema educacional deve ser tão efetivo que se aperfeiçoe continuamente, para além da duração dos mandatos dos governantes e dos interesses politicos. Uma reforma universitária precisa derivar um projeto de Estado e de nação e depois de um projeto de governo: deve transcender os interesses políticos de quem está no poder. O sistema educacional em geral, e o universitário, em particular, não podem conviver com mudanças radicais a cada quatro anos, carecem de um ordenamento estável. Educaçáo é um processo de longo prazo.
· Significa aceitar a idéia de que a livre iniciativa no campo educacional constituiria um mal em si, cabendo por isso á iniciativa estatal representar sozinha a melhor e mais virtuosa oferta de educação superior?
Em hipótese alguma! A iniciativa privada na educação é assegurada pela Constituição e atende a um direito inalienável do cidadão, A educação é um
direito das pessoas, e não uma concessão do Estado. O sistema deve ser regulado para que o todo tenha qualidade. independentemente do regime jurídico das instituiçõe educacionais. Tampouco o Estado tem competência para limitar a liberdade de ensino da iniciativa privada pelo critério da função social da educação superior, conforme reza o artigo 6 do anteprojeto. que fere o dispositivo constitucional sobre a livre iniciativa.
Não compete ao govemo estabelecer o que seja responsabilidade social e o que caracteriza a função social de uma instituição. A função social de uma universidade está claramente expressa em sua missão e se concretiza no objeto de sua atuação: a formação humana e profissional de homens e mulheres.
Ademais. o govemo não pode pretender a reforma do todo pensando em resolver os problemas de um segmento em particular, ou seja: a reforma
não pode ter como escopo equacionar o problema das universidades federais.
Como participante do sistema federal de ensino superior, a universidade não é soberana. Isso não significa abrir mão da autonomia na gestão de seus processos administrativos ou pedagógicos. A estrutura universitária prevê órgãos internos reguladores: conselho universitario, câmaras de graduação, de pós-graduação e pesquisa, entre outros. Parece, assim, absolutamente desnecessário o estabelecimento de um conselho social, conforme previsto, que se sobreponha aos demais. O gestor da universidade. que arca com todos os ônus financeiros, não pode ficar subordinado a interesses setoriais, corporativos e governamentais.
Nas instituições públicas não-estatais, como as confessionais e as comunitárias, a escolha da alta administração é competência de suas mantenedoras: nas instituições públicas federais há processo de eleição de reitores segundo diferentes critérios. Quando se fala em democracia no âmbito da vida universitária, não se pode circunscrevê-la à eleição dos dirigentes máximos da universidade. Seria uma ilusão. Ao contrário, uma universidade democrática se expressa pela abertura para que todos possam nela entrar, sem restrinções de classe.,raça ou credo. Abertura essa confirmada pelos mecanismos de filantropia e financiabilidade postos à distribuição dos que demandam seus cursos e serviços.
Finalizo repetindo: não se tem medo da reforma universitária. Há. sim. discordância acerca de vários de seus pontos que reclamam melhor análise.
Assim como está, penso que o anteprojeto de reforma universitária. se aprovado, prestará um desserviço á educação superior do Brasil.
Monday, March 14, 2005
FURO DE REPORTAGEM
Aprendemos bastante sobre responsabilidade jornalística e vimos de perto a rotina dos profissionais...
Porém, um dos fatos que mais chamou atenção do grupo, além da estrutura da tv e de ter assistido o JA direto do estúdio, foi a descoberta de que nosso colega Mário André Pacheco é um agente infiltrado na turma...

Efeitos e foto por: Anderson Postingher
Utilização de imagem gentilimente cedida por: Mário André Pacheco
Thursday, March 10, 2005
O QUE É JORNALISMO?
A comunicação talvez tenha sido umas das primeiras necessidades socais. Das pinturas rupestres a Gutemberg, dos gestos às imagens fotográficas e das pinturas em vasos ao hipertexto, o principal objetivo era o de facilitar a compreensão da informação. Informar e esclarecer, além de registrar fatos de uma cultura para o futuro, são características básicas de um ofício de muita responsabilidade e importância, o jornalismo.
De acordo com a enciclopédia digital wikipedia, o jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também define-se o Jornalismo como a prática de coletar e publicar informações sobre eventos atuais.Assim, o jornalismo é basicamente o “processo mediador” entre os fatos (que serão transformados em notícia) e o receptor (dependendo do meio de comunicação: leitor, telespectador, ouvinte...).
Porém, o que vemos hoje no cenário mundial é uma mudança nos conceitos. O jornalismo está presente em todos meios de comunicação em massa, assim tendo um grande poder em suas mãos. O que pode ser perigoso, pois influenciado por interesses, deixa de ter seu caráter neutro e objetivo. Portanto novas correntes surgem afirmando que o jornalismo (imprensa) “escreve para apenas vender, não para informar" . Essa frase dita no filme Conspiração, de George P. Cosmatos, seguida pela citação de Mark Twain, que diz que para ser jornalista deve-se primeiro “apurar os fatos e depois distorcê-los à vontade”, retratam a imagem negativa do jornalismo mal-feito e mal-intencionado.
Assim, definindo o jornalismo no contexto em vivemos, pode-se dizer que é um trabalho de abrangência ilimitada e melhor compreendido devido aos diversos meios que temos para divulgá-lo. Ele consiste na capacitação e no tratamento escrito, oral, visual ou gráfico da informação em qualquer uma de suas formas e variedades, tendo sempre o objetivo de trazer para a sociedade conteúdos verdadeiros, coerentes e condizentes com a realidade.
FONTES:
http://www.paremasmaquinas.com.br/art107.htm
http://www.jornalismo.ufsc.br/clipagem/clipagem0904.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo
Sunday, March 06, 2005
APRESENTAÇÃO
Meu nome é Yentl Delanhesi, tenho 17 anos e estou cursando o curso de Comunicação Digital na universidade do Vale do Rio do Sinos, UNISINOS.
Sou da turma de 2005 e criei esse blog como atividade da disciplina de “Produção de Pauta”, ministrada pelo professor Daniel Bittencourt. Será através desta ferramenta eletrônica que postarei alguns textos produzidos por mim, algumas reportagens interessantes, atividades de aula, assim como comentários e críticas sobre a atualidade.
Como ainda não tenho o domínio suficiente para deixá-lo mais complexo e personalizado, ele também será utilizado como local de teste para as novas técnicas aprendidas.
Portanto, seja bem-vindo e sinta-se seguro para sugerir, criticar e me ajudar!
Beijos, Yentl
ZERO HORA

visita dia 28 de fevereiro de 2005.
Como a inovação e a teoria aplicada são características fundamentais do curso de Comunicação Digital, a turma de 2005 começou o ano letivo visitando a Zero Hora, sua a redação e todo o processo de produção, relacionamento e fechamento de uma edição.
Desde o setor que se relaciona diretamente com o leitor, até as grandes salas que abrigam as rotativas de impressão, o grupo pode conhecer e vivenciar um pouco do que é o dia-a-dia intenso de um jornal.
Iniciando a visita pelo setor de “atendimento ao leitor”, guiados pela Editora do Interior, Rosane Tremea, fomos apresentados a Loraine Chaves e a Priscila Carvalho. Regidas pelo lema de que o leitor nunca fica sem resposta (até mesmo os mais “enfurecidos”), as duas trabalham em contato com o público recebendo e-mails, telefonemas e cartas. O número médio de manifestações por dia pode chegar a cem, e é a partir delas que sugestões de pauta são passadas para o coordenador de produção, críticas são analisadas e esclarecimentos (que na maioria das vezes nem são publicados) são fornecidos.
Nesse setor também é produzida a segunda página do jornal, “a palavra do leitor”, que expõe todo tipo de manifestação construtiva. Esta é conferida, selecionada, e por fim publicada. O sucesso da página se dá pelo número de cadastros no sistema de leitores que já tiveram suas mensagens publicadas: calcula-se treze mil novos nomes a cada ano.
Chegando à redação, tivemos contato com Pedro Lopes, coordenador de produção de Economia, que explicou a sua função e sua rotina de trabalho.Além de organizar e dar um cronograma aos repórteres, seleciona as pautas interessantes e produtivas, criadas a partir da leitura de vários jornais, do acompanhamento de jornais televisivos e de situações de seu cotidiano. Concluiu dizendo que em um jornal nada é rotineiro e que aquilo que foi planejado na pauta, previamente, nem sempre é cumprido devido o surgimento de notícias de maior relevância.
Deslocando-nos para outra seção da redação, onde as “notícias gerais” são editadas, encontramos o repórter Humberto Trezzi, que há dezesseis anos escreve para ZH. O jornalista de “hardnews” definiu, inicialmente, as características que uma pauta deve ter para ser selecionada. A exclusividade, a informação inusitada ou diferente, assim como um tema que tenha extrema importância social, são elementos que fazem uma pauta virar matéria.
A conversa valorizou-se quando o repórter apontou as novas invenções tecnológicas e digitais (computador, celular, internet) como facilitadores e agilizadores dos métodos de pesquisa e produção. Humberto deu uma breve explicação de como era o processo jornalístico no passado (não muito distante assim: quase duas décadas) e de como o jornalismo evoluiu positivamente após a chegada dessas inovações tecnológicas.
Já com Ronaldo Bernardi, que há trinta anos trabalha e tem suas fotos publicadas no jornal, conseguimos desmistificar a idéia de que quem trabalha com a imagem jornalística é dependente do repórter.Contrário a isso, o agora repórter fotográfico, além de ilustrar, tem a função de informar e criar. E é através dessa idéia que o processo de criação de reportagem ganha mais valor: uma pauta pode gerar uma ótima foto, ou vice-versa.
Rosane Tremea, que nos orientou durante toda visita, também apresentou alguns slides sobre a linha editorial e os serviços dos jornais do grupo RBS. Após essa apresentação, voltamos à redação onde conhecemos a diagramadora Raquel Porto Ruwes que nos explicou a sua função e mostrou na prática o que é o software QuarkXpress, tão utilizado por ela.
Por fim, chegamos ao andar onde se encontram as rotativas do jornal. Conduzidos pela engenheira química Raquel, e o técnico de segurança do trabalho Jaime, passamos pelas várias seções de impressão de um periódico. Pudemos conferir a qualidade dessas máquinas que, como as do jornal O Globo, são as melhores do país, estando apenas atrás da tecnologia européia, onde a Alemanha domina o mercado.
Portanto, após termos conhecido todos os departamentos deste jornal, concluímos que ele continua sendo muito importante para a comunidade. Esse meio de comunicação, que com o surgimento da internet teve seu fim quase decretado, ainda possui força no mercado. E o que o faz diferente é a oportunidade que tem de dar uma notícia mais aprofundada, interpretada e analisada de acordo com os interesses locais, utilizando bastante a regionalidade para estreitar sua relação com o leitor.
Deste jeito, Zero Hora é a prova de que o jornal é um meio que mantém muitas pessoas atualizadas, contribuindo para o esclarecimento, formação de opiniões e posicionamentos por parte da população.E assim, seguindo o modelo inovador, humano e moderno, que esse jornal segue informando milhares de gaúchos.
Yentl Delanhesi
APROVADA NOVA LEI DE BIOSSEGURANÇA
A lei que aceita a pesquisa de células-tronco a partir de embriões congelados há mais de três anos e o estudo sobre os transgênicos (organismos geneticamente modificados), foi aprovada no último dia dois, quarta-feira.
Sendo a primeira grande votação presidida por Severino Cavalcanti, o presidente da Câmara, o fato de extrema importância para os rumos que o Brasil tomará de agora em diante. Todos os setores econômicos, sociais e políticos serão afetados por essa lei. Este fato reverte, ao menos nestes dias, a baixa expectativa que os brasileiros tinham da eficácia de Severino.
A pesquisa com células-tronco gerará enorme avanço na medicina e conseqüentemente na qualidade de vida da população. Isso por que essas células são capazes de se reproduzir e formar qualquer outro tipo de tecido humano.Assim, doenças como o mal de Parkinson, paralisias e a falta de órgãos para doações poderão ser curadas e supridas pela ciência. Além disso, o Brasil entrará no hall de países que ousaram e passaram por cima de ONGS e religiosos fervorosos, aprovando e apoiando a pesquisa científica na área.
Já o apoio à transgenia facilitará a vida dos produtores agrícolas e influenciará diretamente na nossa economia. A modificação genética das sementes tem primeiramente o objetivo de torná-las resistentes a pragas (abolindo o uso de agrotóxicos). A oposição acusa os produtos transgênicos de maléficos à saúde e evidenciam a falta de pesquisas sobre suas conseqüências no organismo humano.
A lei está aprovada e o Brasil é livre para qualquer tipo de investigação nesses dois temas. O que não é certo é o caminho que isso pode tomar, pois as descobertas e as novas tecnologias quando disseminadas pelo mundo, tornam-se de poder público. E a sociedade mundial assim como abriga cidadãos voltados eticamente para o bem, para cura e para o desenvolvimento, possui pessoas com más intenções. O planeta já vivenciou momentos de terror como é o caso da bomba atômica e dos aviões utilizados para guerra, e vivencia atualmente o surgimento dos crackers, que utilizam a Internet (tecnologia que modificou e qualificou as relações) como meio de obter e danificar segredos de grandes coorporações.
Que a ética e a responsabilidade guiem nosso desenvolvimento!

